Crise Ryanair

A Ryanair, transportadora aérea irlandesa, é a companhia aérea “low cost”, mais reconhecida a nível mundial.

Recentemente a companhia atravessou uma “crise” que afetou os vários ramos do setor turístico.

O primeiro episódio teve início nas primeiras semanas de setembro, quando a transportadora área irlandesa anunciou o cancelamento de centenas de voos e a suspensão de 34 rotas, afetando os passageiros, a empresa, mas também o setor turístico e as diversas atividades que ao mesmo se associam. 

d39f52fe666519a18d03e151cf6ec065.jpg

Os voos foram cancelados “devido a uma falha no departamento de escalas de serviço”. Isto com vista, à criação de uma janela temporal para a companhia poder agendar todas as férias dos 4200 pilotos.

Entre as rotas suspensas, voos afetados, voos direcionados e provenientes de Portugal também foram afetados, sobretudo na primeira vaga de cancelamentos. Ao todo, foram 173 voos cancelados dezenas deles no aeroporto do Porto. Ainda que os cerca de 700 mil passageiros afetados pareçam poucos dentro do universo de 131 milhões de passageiros transportados anualmente pela companhia, referimo-nos ainda a uma quantidade significativa de pessoas que veem os seus voos cancelados, o que pode ter consequências negativas na reputação da empresa “low cost”, sendo que a Ryanair faz cerca de dois mil voos diários.

No entanto e com vista à resolução desta situação, a transportadora aérea irlandesa, preocupou-se com a criação de alternativas aos voos cancelados e passageiros afetados. As soluções passaram pelo reagendamento de voos alternativos (de forma gratuita e sujeita a disponibilidade de lugares) ou cancelamento das reservas e pedido de reembolso total da quantia paga pela viagem. A companhia promete ainda oferecer vouchers de 40 euros (ou 80 euros no caso de ser ida e volta) a todos os passageiros que viram os seus voos cancelados. A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco) observou ainda que os passageiros têm direito a uma indemnização que pode ir até aos 400 euros, já que a companhia aérea não respeitou os direitos dos clientes.

2982A2E000000578-0-image-a-79_1462912343727.jpg

A Ryanair assegurou, em comunicado, que a redução de voos – feita de uma “forma planeada e controlada”, elimina “qualquer risco de cancelamentos de voos adicionais". A empresa refere ainda que todos os passageiros afetados pelos voos entre Setembro de 2017 e Março de 2018 foram já contatados e foram sugeridas resoluções aos cancelamentos, como anunciadas acima. Todos os voos a partir de 24 de Março estão assegurados sem qualquer risco de cancelamento.
 

Após esta fase mais conturbada da firma, decidiram apostar no seu desenvolvimento, contrariando estas irregularidades criando um “hub” na cidade do Porto para voos de ligação. A partir de 3 de Janeiro de 2018 o aeroporto do Porto será ponto de referencia para as escalas da companhia irlandesa e irá fazer ligação com vários destinos.

Kenny Jacobs, responsável de marketing da Ryanair afirma terem escolhido o aeroporto Francisco Sá Carneiro “por ser muito eficiente, com 4,2 milhões de passageiros; o que permite fazer, facilmente, a ligação quer com destinos como Ponta Delgada [Açores], quer com destinos dentro da União Europeia e é um local muito óbvio”.

Com esta criação o aeroporto da cidade invicta contará com 20 novas rotas e será escala para vários voos.